Luciano Moreira é um engenheiro agrônomo e entomologista brasileiro, reconhecido internacionalmente por seu trabalho inovador no combate às doenças transmitidas por mosquitos. Pesquisador vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), atua no World Mosquito Program (Programa Mundial de Mosquitos), onde desenvolve e lidera estratégias de controle de arboviroses — doenças como dengue, zika e chicungunha — por meio da utilização de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia. Em dezembro de 2025, Moreira foi incluído na lista “Nature’s 10”, publicada pela revista científica Nature, que destaca as dez pessoas que mais influenciaram a ciência naquele ano. A revista reconheceu sua liderança em um ambicioso projeto no Brasil para produzir e liberar em larga escala mosquitos Aedes aegypti infectados com Wolbachia, que têm menor capacidade de transmitir vírus às pessoas. Essa iniciativa tem demonstrado uma redução significativa na transmissão de doenças e representa uma das estratégias mais promissoras de saúde pública para enfrentar epidemias causadas por arboviroses.
Início da vida Luciano Andrade Moreira é formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), e possui mestrado e doutorado com foco em genética, melhoramento de plantas e estudos entomológicos.
Carreira científica Ao longo de sua carreira, dedicou-se ao estudo de vetores de doenças e abordagens biológicas para o controle do Aedes aegypti. Sua pesquisa com a bactéria Wolbachia começou décadas atrás, quando buscava métodos alternativos aos tradicionais de controle de mosquitos e passou a integrar programas internacionais focados na redução da transmissão de arboviroses.
Contribuições científicas O método liderado por Moreira baseia-se no uso da bactéria Wolbachia, um microrganismo que, quando presente nos mosquitos Aedes aegypti, interfere na capacidade do inseto de transmitir vírus como os da dengue, do zika e da chikungunya. Sob sua coordenação, unidades de produção massiva desses mosquitos foram estabelecidas, com liberação de milhões de insetos em áreas endêmicas, incluindo uma fábrica em Curitiba capaz de gerar centenas de milhões de ovos por semana.
Impacto e reconhecimento O reconhecimento na Nature destaca não apenas os aspectos científicos da pesquisa de Moreira, mas também seu impacto social e em saúde pública, ao transformar uma inovação científica em política e prática eficazes no combate a doenças que afetam milhões de pessoas no Brasil e em outras partes do mundo. Sua inclusão na lista “Nature’s 10” coloca-o entre os principais nomes que moldaram a ciência global em 2025.
Referências