As eleições estaduais no Pará em 2026 ocorrerarão inicialmente em turno único, a ser realizado em 4 de outubro do referido ano, com objetivo de eleger um governador, um vice-governador, dois senadores, dezessete deputados federais e quarenta e um deputados estaduais que serão responsáveis pela administração do estado por um mandato de quatro anos, entre 6 de janeiro de 2027 até 6 de janeiro de 2031. O processo eleitoral de 2026 está marcado pela sucessão para o cargo ocupado por Hana Ghassan, do MDB, que substituiu Helder Barbalho, do mesmo partido. Como Helder foi eleito por duas vezes consecutivas (2018 e 2022), o próprio estaria inapto para disputar estas eleições como governador, mas optou por renunciar o cargo para se lançar candidato ao senado seis meses antes das eleições, como é recomendado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Calendário eleitoral Como parte das eleições gerais no Brasil em 2026, as eleições estaduais no Pará seguem o calendário delas:
Antecedentes Helder Barbalho (MDB) foi eleito governador pela primeira vez em 2018 após a primeira tentativa em 2014 quando disputou contra o então governador Simão Jatene (á época do PSDB) em um dos pleitos mais polarizados do estado. Barbalho enfrentou em 2018 o então presidente da Assembleia Legislativa do Pará e líder do governo Jatene, Márcio Miranda (do antigo DEM), sendo amplo favorito e eleito com 55,43% dos votos válidos. Em seu primeiro mandato, Helder convocou a Força Nacional de Segurança Pública para o estado, sendo uma de suas promessas de campanha, com o intuito de diminuir o altos índices de violência no Pará. Durante a Pandemia de COVID-19, Helder deu início a uma série de ações que consistiam em medidas de isolamento social e programas de crédito para pessoas de baixa renda e empreendedores, com o estado se tornando destaque no combate à COVID-19, apesar de ter sido alvo da Operação Parabellum, que investigava a fraude na compra de respiradores para os hospitais de campanha. Usando como bandeira o combate ao novo coronavírus através do isolamento social e das campanhas de vacinação, além de declarar apoio formal ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e colocar em destaque o êxito das Usinas da Paz, Barbalho oficializou o lançamento de sua candidatura à reeleição em 2022 e foi reeleito ainda no primeiro turno com 70,41% dos votos válidos, tendo a segunda maior porcentagem em uma eleição pelo Pará desde Alacid Nunes (UDN) em 1965, além de ter sido o primeiro governador do estado eleito no primeiro turno desde a instauração do segundo turno em 1990. No segundo mandato, o foco passou a ser na candidatura de Belém para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP-30), que viria a ser eleita em 2023 e com isso, uma série de reformas na capital paraense foi feita com a revitalização de lugares históricos. Porém, o mandato começou a sofrer com desgastes, estando entre eles a aprovação da Lei Estadual n.o 10.820/2024, que implementava o ensino à distância para comunidades indígenas e ribeirinhas e extinguia programas de educação presencial, dando início a uma série de manifestações por boa parte do estado. O projeto foi extinguido em fevereiro de 2025. Paralelamente, o governador foi condenado pela justiça por divulgar informações consideradas falsas sobre os protestos. Além disso, Helder também foi rompendo algumas alianças com políticos que ajudou a eleger, estando entre eles Daniel Santos, o então prefeito de Ananindeua, mediante a uma longa série de acusações públicas que aumentaram após as eleições de 2022. Santos foi reeleito na eleição municipal de Ananindeua de 2024 com 83,48% dos votos válidos, obtendo a maior percentagem do estado no pleito. Daniel seria afastado do cargo de prefeito em 5 de agosto de 2025 em consequência da Operação Hades, mas regressou no dia seguinte (6) por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Naquela ocasião oficializou a sua pré-candidatura ao governo do estado para 2026. Ao final de 2025, surgiram diversos rumores sobre a possível candidatura de Helder ao senado após o anúncio da aposentadoria política de Jader Barbalho, seu pai. Tal informação se confirmaria oficialmente no dia 2 de abril de 2026, quando Helder renunciou ao cargo de governador do estado e o repassou para Hana Ghassan, sua vice, que se tornaria a segunda mulher a assumir o executivo paraense desde Ana Júlia Carepa (PT), além de ser a segunda vice-governadora a assumir tal cargo desde Carlos Santos (PP) em 1994.
Convenções As convenções estaduais têm como objetivo confirmar as candidaturas e apoios partidários. O prazo para os partidos realizarem as convenções foi delimitado de 20 de julho até 5 de agosto de 2026.
Candidatos a governador
Candidaturas descartadas Mário Couto (DC) – Senador pelo Pará (2007–2015). Anunciou sua pré-candidatura em abril de 2026, entretanto, a mesma foi descartada na convenção do DC. A legenda registrou em ata que não lançaria candidatos a governador e vice, bem como senadores no estado do Pará, assim como Couto também estaria inelegível por ter deixado o NOVO fora do prazo da janela partidária.[carece de fontes]? Josué Paiva (Avante) – Deputado estadual (2023–2026). Apesar de ter lançado sua candidatura para vice-governador na chapa de Hana Ghassan (MDB), a coligação da atual governadora e candidata à reeleição decidiu escolher Dirceu Ten Caten (PT) para a vaga. Com isso, Paiva acabaria lançando a sua candidatura à reeleição no cargo de deputado estadual. Raquel Brício (UP) – Guarda portuária. Descartou a candidatura ao governo para compor a chapa presidencial do partido como candidata a vice-presidente. Vavá Martins (NOVO) – Deputado federal (2019–2023). Apesar de ter anunciado que seria candidato ao governo do estado, o partido negou que teria chapa própria e reafirmou seu apoio ao Dr. Daniel (PODE).
Desistências Simone Souza (Democrata) – Desconhecido. Teve a candidatura de vice-governadora substituída por Ruth Reis conforme publicado pela ata do partido.[carece de fontes]? Cleber Rabelo (PSTU) – Vereador de Belém (2013–2016). O então candidato ao governo do estado teve que retirar a sua candidatura por não ter transferido o seu domicílio eleitoral dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, sendo substituído pela sua companheira de chapa, Well Macêdo (PSTU), no dia 13 de agosto de 2026.
Impugnadas Robertinho, o Amigo do Povo (PRTB) — Empresário. Apesar de ter lançado sua candidatura no dia 3 de agosto, o proponente não fez o registro dentro do prazo na plataforma Divulgacand.
Candidatos a senador A eleição senatorial no Pará em 2026 ocorrerá em um único turno no dia 4 de outubro de 2026 com a finalidade de renovar 2/3 da representação estadual no Senado Federal do Brasil. Estão em jogo as cadeiras de Jader Barbalho (MDB), e de Zequinha Marinho (PODE). Zequinha foi eleito em 2018 pelo extinto PSC, deixando o partido em 2021 quando se filiou ao PL para disputar as eleições de 2022 como governador do Pará. Em meados de 2023, trocou o PL pelo PODE após uma série de problemas internos dentro do primeiro partido. Jader havia sido eleito em 2010, mas não pôde assumir o cargo devido a lei da ficha limpa, uma vez que havia renunciado ao mandato em 2001 para escapar de um possível processo de cassação. Em 2011, teve os seus votos validados pelo STF e assumiu o cargo, sendo reeleito em 2018. Em 2025, Barbalho decidiu não disputar um terceiro mandato seguido por questões de saúde, anunciando a sua aposentadoria política. Todavia, acabaria decidindo se lançar como primeiro suplente de Helder.
Desistências Francisco Cavalcante (REDE) – Publicitário. Apesar de ter lançado sua pré-candidatura em abril de 2026, o partido acabaria optando por apostar em Orleans Santos. Posteriormente, a Federação PSOL REDE decidiria apostar nos projetos de Gizelle Freitas e Marcelino Conti, ambos do PSOL. Ana Júlia Carepa (PT) – Governadora do Pará (2007–2011). Foi cotada para ser a primeira suplente de Celso Sabino (PDT) em um acordo envolvendo o PT e o PDT, no entanto, o segundo partido optou por lançar uma chapa pura no senado escolhendo Italo Mácola para o cargo, mas com Carepa e partes do primeiro partido mantendo o apoio a Sabino. Gal Leite (UP) – Ativista. Descartou a candidatura ao senado para compor a chapa majoritária ao executivo paraense. Orleans Santos (REDE) – Secretário de Agricultura e Abastecimento de Marituba (2017–2019). Chegou a apresentar uma pré-candidatura, mas a Federação PSOL REDE decidiu apostar nos projetos de Gizelle Freitas e Marcelino Conti, ambos do PSOL. Ruth Reis (Democrata) – Advogada. Substituiu Simone Souza na chapa de vice-governadora de José Moita (Democrata), bem como os suplentes anteriores de Edlaine Rodrigues como Barnabé Silas e Ana Lúcia.[carece de fontes]? Willem da Silva (DC) — Eletricista. Desistiu da disputa alegando problemas pessoais. Patrícia Queiroz (PP) – Vereadora de Belém (2023–2028). Desistiu da candidatura de segundo suplente de Chicão Melo (UNIÃO) e foi substituída pelo Pastor Ibanês (UNIÃO).[carece de fontes]?
Retiradas Fenelon Lima (PODE) – Pastor. Teve a candidatura de segundo suplente de senador revogada por Zequinha Marinho, líder da chapa, após Lima ter declarado apoio à Hana Ghassan (MDB) ao governo do estado e Helder Barbalho (MDB) ao senado, descumprindo uma das normas do partido, que decidiu pelo apoio à Dr. Daniel no governo.
Debates Os debates televisionados estão previstos para ocorrer entre os dias 9 de agosto e 29 de setembro de 2026 no primeiro turno. As emissoras optaram por convidar apenas os candidatos bem colocados nas pesquisas de intenção de voto.
Senado Pela primeira vez, haverá um debate entre os candidatos ao senado federal. Assim como no debate para governador, as emissoras optaram por convidar apenas os candidatos bem colocados nas pesquisas de intenção de voto ou com representatividade na câmara, de acordo com a cláusula de barreira.
Pesquisas de opinião Desde as eleições de 2022, empresas de pesquisa de opinião publicam informações que rastreiam a intenção de voto para a eleição para governador e senador em 2026. Os resultados estão listados no artigo citado. Todas os cenários se referem a pesquisas estimuladas, quando uma lista de candidatos é apresentada ao entrevistado.
Notas e referências
Notas
Referências