O adido de Defesa do Egito em Brasília, coronel Ahmed Salah, agradeceu a cooperação do Brasil em assuntos bilaterais. A declaração do militar egípcio foi feita nesta sexta-feira (16/10), durante evento realizado em Brasília, que reuniu embaixadores e adidos militares brasileiros e de outros países que mantêm parcerias com o Egito. Leia também MundoNavio dos Estados Unidos é atacado por drone em porto do Egito CiênciaObra de Trump danifica geoglifo mais velho que as pirâmides do Egito Brasil e Egito possuem relações históricas que foram aprofundadas através dos Brics, bloco de nações emergentes originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Desde 2023, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã formalizaram a entrada no bloco como membros plenos.“Expressos meus sinceros agradecimentos e apreço ao país anfitrião pela abertura, pela total transparência e pela determinação em alcançar nossos objetivos compartilhados, bem como em promover a cooperação exemplar entre nossas duas nações”, afirmou Salah ao falar sobre a relação com o Brasil.A fala do militar aconteceu em evento que relembrou o 53º aniversário do Dia das Forças Armadas Egípcias. No Egito, a data é considerada feriado nacional e celebra o início da Guerra do Yom Kippur. Iniciado em 1973, o conflito no Oriente Médio envolveu Egito, Síria e Israel.À época, forças egípcias e sírias lançaram um ataque surpresa contra posições israelenses, que abriu o caminho para o Egito retomar a Península do Sinai — que havia sido perdida durante a Guerra dos Seis Dias em 1967.Na cerimônia, o coronel também comentou sobre a recente instabilidade no Oriente Médio, que convive com conflitos e ondas de violência na Faixa de Gaza, Líbano, Irã e países do GolfoPara Salah, a atual situação obriga a comunidade internacional a “abordar questões comuns de maneira responsável“.“Devemos trabalhar para restaurar a segurança e a estabilidade regionais e atender às necessidades de segurança, sob uma perspectiva abrangente, respeitando, ao mesmo tempo, as características singulares de cada sociedade e povo, e rejeitando qualquer interferência nos assuntos internos dos Estados, independentemente dos pretextos utilizados”, declarou.








