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Imagem da matéria: Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara
Imagem da matéria: Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara · Imagem: Source: www.metropoles.com

Decisão atendeu a um pedido do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Publicações do PT e de Lula falavam do caso de menina morta por PM

Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara
Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara · Imagem: Source: www.metropoles.com

Samara Schwingel

Andre mendonca TSE Metropoles
Andre mendonca TSE Metropoles · Imagem: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

21/10/2026 13:24, atualizado 21/10/2026 13:26

Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara
Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara · Imagem: Source: www.metropoles.com

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara
Mendonça suspende impulsionamento de posts ligando Flávio ao caso Ana Clara · Imagem: Source: www.metropoles.com

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou a Meta Brasil suspender o impulsionamento de posts da campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que ligam o adversário Flávio Bolsonaro (PL) ao caso Ana Clara. Nas postagens, a campanha de Lula afirma que Flávio “defendeu assassino de criança”.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (21/10). Segundo o processo, os posts contém trechos do debate presidencial realizado na Band e afirmam que Flávio “estaria utilizando sua influência para impedir a responsabilização criminal do acusado”

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Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça afirmou que o conteúdo impulsionado “possui natureza predominantemente negativa”.

“A peça atribui diretamente a Flávio Bolsonaro a defesa de pessoa acusada de homicídio de criança e o emprego de influência para impedir sua punição, encerrando-se com questionamento sobre sua capacidade de proteger as famílias brasileiras. Não se identifica, no material, conteúdo promocional autônomo da candidatura contratante. A mensagem publicitária dirige-se essencialmente à crítica e à desqualificação do candidato adversário”, disse.

“Não se mostra necessário, neste momento processual, emitir juízo sobre a veracidade das afirmações veiculadas ou sobre a efetiva participação do representante nos fatos mencionados. A probabilidade do direito decorre, especificamente, da utilização de impulsionamento remunerado para difusão de propaganda eleitoral negativa”, completou o ministro.

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Mendonça atendeu ao pedido de Flávio e determinou que a Meta suspenda o impulsionamento do material nas redes sociais. O ministro ainda proibiu Lula e o PT de “contratar novos impulsionamentos do mesmo vídeo, inclusive mediante novos identificadores publicitários ou reproduções substancialmente idênticas, sob pena de multa de R$ 10 mil por novo impulsionamento realizado em descumprimento desta decisão”.

O que aconteceu com Ana Clara

- A menina morreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói. Ela tinha acabado de acordar e brincava na porta de casa com o irmão, de 2 anos, quando foi atingida.

- No momento, ocorria uma ação policial na comunidade. De acordo com a denuncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), o disparo fatal partiu do fuzil do cabo Bruno Dias Delaroli.

- Para o órgão, o policial atirou em direção a uma área residencial durante o patrulhamento e assumiu o risco de atingir moradores. Testemunhas teriam alertado os militares sobre a presença de famílias no local. Entrentato, os tiros continuaram.

- À época, a defesa do PM alegou que houve confronto com criminosos armados naquele momento. A investigação, porém, contestou a versão. Isso porque a perícia encontrou apenas vestígios de munição calibre 7,62 compatível com o fuzil do policial, e não achou cápsulas de pistola que comprovassem troca de tiros.

- Depois disso, Delaroli foi preso em flagrante, mas responde em liberade desde novembro de 2021, com medidas cautelares.

Atuação de Flávio como advogado

Em 2024, três anos após a morte, Flávio Bolsonaro passou a integrar oficialmente a defesa do policial.

Na condição de advogado, assinou recurso no STJ para tentar evitar que o caso fosse julgado pelo Tribunal do Júri, responsável por crimes dolosos contra a vida.

O STJ negou o pedido e manteve o júri popular. As movimentações da defesa, no entanto, ajudaram a prolongar o processo.

Mais de cinco anos depois da morte, o julgamento ainda não ocorreu. O caso de Ana Clara Gomes Machado não tem uma data definida para o julgamento popular, e o policial responde ao processo criminal em liberdade.