Um ano adicional de escolaridade pode reduzir o risco de demência décadas depois, de acordo com um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). A pesquisa identificou menos diagnósticos de Alzheimer e outras demências entre pessoas que foram alcançadas por uma reforma educacional no Reino Unido.Os resultados também indicam que a educação pode atenuar a influência da predisposição genética para as doenças. O efeito foi observado ao longo de até 50 anos após a mudança na escolaridade obrigatória. Leia também São PauloAdoecimento mental atinge 97% de servidores da Educação e 81% da Saúde Conteúdo especialAvança Saúde Escolar: mais 37 mil alunos serão atendidos com ampliação Distrito FederalCarreta da Saúde levará atendimento médico a escolas públicas SaúdePressão alta atinge três em cada 10 crianças em escolas brasileiras Uma mudança na educaçãoPara investigar a relação entre escolaridade e demência, os pesquisadores analisaram os efeitos de uma reforma educacional de 1972, que elevou de 15 para 16 anos a idade mínima para deixar a escola na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia.A medida atingiu estudantes nascidos a partir de 1º de setembro de 1957 e permitiu comparar pessoas alcançadas pela mudança com aquelas que não foram submetidas à nova regra. Após a reforma, o número de estudantes que permaneceram na escola até os 16 anos aumentou 14%.A equipe avaliou informações de mais de 100 mil participantes do UK Biobank, banco de dados de saúde e genética do Reino Unido. Para identificar os casos de Alzheimer e outras demências, os cientistas consultaram históricos médicos, registros hospitalares e registros de mortes.Educação e risco genéticoAo comparar os grupos, os pesquisadores encontraram uma menor incidência de demência entre as pessoas alcançadas pela reforma. A análise também mostrou que a relação entre a predisposição genética e o aparecimento das doenças foi enfraquecida após a mudança na escolaridade.Os resultados indicam que fatores sociais, como o acesso à educação, podem influenciar o risco de demência ao longo da vida, inclusive entre pessoas com predisposição genética para desenvolver a doença.







