O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou, neste sábado (10/10), de onde o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), pretende tirar os recursos para cumprir a promessa de cortar gastos, feita durante a campanha eleitoral.4 imagensFechar modal.1 de 4Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em NatalDivulgação/ Ricardo Stuckert2 de 4Lula faz ato em bairro do Alecrim, em Natal, no Rio Grande do NorteDivulgação/ Ricardo Stuckert3 de 4Lula no Rio Grande do NorteDivulgação/ Ricardo Stuckert4 de 4Lula reúne governadores no RN rumo ao 2º turno: "Não à direita no Nordeste"Divulgação/ Ricardo StuckertDurante caminhada no bairro do Alecrim, em Natal (RN), Lula associou a proposta de Flávio ao risco de redução de políticas públicas voltadas à população de baixa renda.“Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 200 bilhões, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte. Porque eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país e que teve coragem de cortar dos ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros. Eles sempre cortam dos pobres”, afirmou.“Eu e o povo queremos saber: de onde vai cortar os R$ 250 bilhões com o tesouraço?”, completou Lula, em referência ao pacote de medidas fiscais anunciado pela equipe de campanha de Flávio.A ofensiva faz parte de uma das estratégias adotadas pela campanha petista para o segundo turno: alertar os eleitores sobre as políticas públicas que poderiam ser afetadas caso Flávio seja eleito.Em peças divulgadas nas redes sociais, a campanha de Lula tem destacado programas como Minha Casa, Minha Vida, Farmácia Popular e Bolsa Família. O objetivo é associar a promessa de redução das despesas públicas feita pelo adversário à possibilidade de cortes nessas áreas.Foco no NordesteNatal foi a primeira parada de Lula no Nordeste neste segundo turno. O presidente participou da caminhada ao lado de Cadu (PT), que disputa o governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil), além de lideranças políticas da região.Também participaram os governadores petistas reeleitos Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Elmano de Freitas, do Ceará. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), também esteve no ato.Outro aliado presente foi o governador eleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP). Apesar de integrar um partido que declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, Ribeiro mantém o apoio a Lula e participou da caminhada ao lado do petista.A mobilização contou ainda com o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e as senadoras eleitas Marília Arraes (PDT-PE) e Samanda de Lula (PT-RN).Apelo contra a abstençãoDurante o ato, Lula também fez um apelo para que seus apoiadores procurem eleitores e os convençam a comparecer às urnas em 25 de outubro.A redução da abstenção é uma das frentes da campanha petista nesta reta final. Cerca de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, e o PT aposta na mobilização desse contingente para ampliar a votação de Lula.No discurso, o presidente voltou a usar a preservação de programas sociais e de investimentos no Nordeste como argumento para mobilizar o eleitorado.“É importante que vocês saibam que, se essa gente ganhar as eleições, tudo aquilo que foi conquistado no Nordeste será destruído. Será o Farmácia Popular, serão os institutos federais, será o Minha Casa, Minha Vida, será o desenvolvimento no Nordeste”, disse.A escolha do Rio Grande do Norte para a primeira agenda de Lula na região neste segundo turno também tem um componente local. Cadu disputa o único segundo turno para governador entre os estados nordestinos, e a caminhada serviu para reforçar simultaneamente as campanhas presidencial e estadual.














