Fábia Oliveira

Decoração do aniversário da filha de Virginia chamou atenção pelos 300 mil pontos de luz; especialista explica a técnica e os cuidados

Fábia Oliveira

23/10/2026 13:04

Reprodução/Instagram

A festa de quatro anos de Maria Flor, filha de Virginia Fonseca e Zé Felipe, chamou a atenção nas redes sociais pela decoração grandiosa. Entre os elementos mais comentados estava o teto coberto por aproximadamente 300 mil pontos de luz, que criaram um efeito de céu estrelado e transformaram o ambiente em um cenário inspirado no universo da princesa Rapunzel.

A estrutura impressionou pela quantidade de iluminação e despertou uma curiosidade: quanto custaria reproduzir um efeito semelhante? Uma estimativa baseada em preços de mercado de cortinas de LED indica que apenas os materiais poderiam representar um investimento entre R$ 69 mil e R$ 118 mil, considerando mil conjuntos com 300 pontos de luz cada.

6 imagens

1 de 6

2 de 6

Virginia, Zé Felipe e Maria Flor
Reprodução/Instagram
3 de 6
Virginia e Zé Felipe ao lado de Maria Flor
Reprodução/Instagram
4 de 6
Virginia ao lado da filha do meio, Maria Flor
Reprodução/Instagram
5 de 6
Virginia, Zé Felipe e os filhos na festa de Maria Flor
Reprodução/Instagram
6 de 6
Zé Felipe ao lado da filha do meio, Maria Flor
Reprodução/Instagram
Para o arquiteto e empresário Tiago Quadros, projetos de iluminação dessa dimensão vão muito além da instalação de pequenas lâmpadas. A escolha da tecnologia, a altura do teto, a área disponível e a maneira como a luz será distribuída são fatores fundamentais para alcançar o resultado desejado.
Receba no seu email as notícias da coluna Fábia Oliveira
Frequência de envio: Diário
Ver todas
Ver todas as newsletters
“O efeito de céu estrelado pode ser produzido com diferentes tecnologias, como micro-LEDs, cortinas luminosas e fibras ópticas. O grande diferencial está na distribuição dos pontos de luz, porque não basta colocar uma quantidade elevada de lâmpadas no teto. É necessário criar profundidade, equilíbrio e uma iluminação que provoque a sensação de estar olhando para um céu iluminado. Em projetos de grande porte, a estrutura de sustentação e o planejamento da instalação são tão importantes quanto o efeito visual”, explicou o arquiteto.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Segundo ele, apesar da dimensão da festa de Maria Flor, o conceito também pode ser adaptado para ambientes menores. Quartos, salas, áreas de lazer e espaços destinados a comemorações podem receber versões mais discretas da iluminação, com menos pontos de luz e investimentos proporcionais ao tamanho do projeto.
“Hoje existem soluções que permitem criar esse efeito sem precisar reproduzir uma estrutura gigantesca. Em uma residência, por exemplo, é possível trabalhar com iluminação pontual, fibra óptica integrada ao forro ou pequenos conjuntos de LED. O segredo é pensar na proposta do ambiente e na intensidade da iluminação. Nem sempre é preciso utilizar milhares de pontos para conseguir um resultado sofisticado. Muitas vezes, um projeto bem distribuído consegue transmitir a mesma sensação de encantamento com uma quantidade muito menor de luzes”, destacou Tiago Quadros.
Outro aspecto importante é a segurança. Estruturas suspensas, principalmente aquelas utilizadas em eventos, precisam considerar o peso dos equipamentos, as instalações elétricas e a circulação de pessoas. A utilização de materiais adequados e o acompanhamento de profissionais habilitados ajudam a reduzir riscos.
“Quando falamos de milhares de pontos de luz, precisamos considerar a capacidade elétrica, a ventilação dos equipamentos, os sistemas de fixação e a segurança de toda a estrutura. O consumo de energia também depende da tecnologia utilizada, porque equipamentos de LED costumam apresentar maior eficiência energética em comparação com soluções tradicionais. Mesmo assim, uma instalação dessa dimensão exige planejamento. Não é apenas uma questão estética, mas também de responsabilidade técnica, principalmente quando a iluminação fica suspensa sobre os convidados”, afirmou o arquiteto.
De acordo com o especialista, o impacto visual da decoração de Maria Flor também reforça uma tendência em projetos de festas e ambientes: a iluminação deixou de ser apenas um recurso funcional e passou a assumir o protagonismo na composição dos espaços. Com o avanço das tecnologias, efeitos antes restritos a grandes produções podem ser adaptados para diferentes propostas e orçamentos.
“A iluminação tem o poder de modificar completamente a percepção de um ambiente. Ela cria sensações, valoriza a arquitetura e transforma espaços comuns em experiências visuais. O céu estrelado é um exemplo disso, porque desperta uma sensação de fantasia e encantamento. O mais interessante é que esse conceito pode ser interpretado de várias maneiras, desde uma produção grandiosa até um projeto residencial mais intimista”, concluiu Tiago Quadros.


