Mirelle Pinheiro

A coluna apurou que entre os presos está Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como “Boss”

Mirelle Pinheiro
22/09/2026 06:53
PCERJ/Divulgação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta terça-feira (22/9), uma operação para desarticular uma estrutura apontada como um dos principais canais de fornecimento de drogas do Comando Vermelho (CV).
A coluna apurou que entre os presos está Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como “Boss”, identificado pelos investigadores como fornecedor de drogas e articulador direto com lideranças da facção.
A Operação Icarus cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. Até o momento, seis investigados foram presos.
Segundo a investigação, Boss negociava cargas de drogas, organizava fretes e pagamentos e coordenava criminosos responsáveis pela logística do esquema. A polícia também afirma que “laranjas” eram utilizadas para movimentar dinheiro do tráfico.
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A investigação chegou a Boss a partir de documentos apreendidos com Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o “My Thor”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho.
Entre as anotações, os policiais encontraram registros da contabilidade do tráfico que indicavam pagamentos feitos por My Thor a uma pessoa identificada como “Boss”.
As diligências identificaram uma divisão de funções entre fornecedores, operadores logísticos, transportadores e responsáveis pela cobrança e pelo recolhimento de dinheiro.
Drogas
Duas grandes apreensões foram relacionadas pela investigação à estrutura. Em fevereiro de 2024, 715,7 quilos de cocaína e maconha foram encontrados em Guarulhos (SP).
Três meses depois, outros 73,8 quilos de cocaína foram apreendidos em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. Juntas, as duas apreensões somam 789,5 quilos de drogas.
Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos durante a investigação indicam que as cargas faziam parte da mesma dinâmica de transporte interestadual de entorpecentes.
Empresas dos setores de transporte e logística também teriam sido utilizadas para ocultar e viabilizar o envio das drogas entre São Paulo e o Rio de Janeiro.
Movimentações
O braço financeiro é outra frente da investigação. A polícia identificou operações consideradas atípicas envolvendo investigados e empresas que podem ter sido utilizadas para ocultar ou dissimular recursos.
As movimentações comunicadas às autoridades financeiras chegaram a R$ 70,49 milhões em um curto período.
A Operação Icarus é conduzida pelo Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral e pela Subsecretaria de Inteligência, com participação de órgãos de segurança do Rio e dos demais estados onde são cumpridas as ordens judiciais.
