Nesta terça (27), a Xiaomi apresentou uma mão robótica inspirada na anatomia humana para executar tarefas com precisão. O dispositivo tem 26 motores e 1.500 sensores táteis distribuídos por toda a superfície, permitindo controlar a força da pegada e reconhecer o contato com objetos. O projeto foi desenvolvido para aplicações na fabricação industrial, com foco em atividades realizadas em fábricas de automóveis. O desenvolvimento partiu de dados coletados em operações reais de uma fábrica de carros da empresa, com o objetivo de criar uma mão robótica capaz de lidar com diferentes ferramentas, peças e tarefas de produção. Mão robótica foi desenvolvida a partir de tarefas reais O projeto tomou como referência 1.827 procedimentos operacionais padronizados, conhecidos pela sigla SOP, coletados no centro de testes de manufatura da Xiaomi. Os dados foram selecionados a partir de 2.579 procedimentos identificados em 16 etapas típicas da produção automotiva. O conjunto de dados representa mais de 70,8% das operações manuais típicas dessas etapas. A equipe analisou os movimentos registrados para entender como as pessoas executam tarefas variadas e adaptar essas informações ao funcionamento da mão artificial. O objetivo é aproximar os movimentos do equipamento daqueles realizados por trabalhadores, facilitando sua aplicação em ambientes industriais com diferentes exigências. 26 motores ajudam a controlar a força da pegada A mão robótica combina 26 motores com um sistema de controle por cabos tensionados. Essa estrutura permite ajustar a força aplicada durante o manuseio de objetos, uma característica importante para pegar ferramentas e peças sem depender de um movimento rígido. A Xiaomi também trabalhou no sistema de dissipação de calor, buscando manter o desempenho estável durante o uso industrial. A facilidade de manutenção foi outro ponto considerado no projeto, já que equipamentos destinados a fábricas precisam permitir reparos e substituições de componentes. Sensores táteis identificam o contato com objetos Outro destaque está nos 1.500 sensores táteis distribuídos pela mão inteira. Eles permitem registrar informações sobre o contato com superfícies e ajudam a analisar como o equipamento segura diferentes objetos. Esses sensores ajudam a coletar informações detalhadas sobre o toque, que podem ser usadas para estudar e simular diferentes formas de segurar objetos. A tecnologia também aproveita conceitos de uma luva tátil desenvolvida anteriormente pela Xiaomi, mantendo a possibilidade de substituir sensores e facilitar a manutenção. Simulações ajudam a testar os movimentos Durante o desenvolvimento, a equipe criou representações digitais de ferramentas, peças e outros objetos encontrados nas fábricas. Essas versões virtuais serviram para simular diferentes ângulos de pegada e avaliar a capacidade de manipulação da mão robótica. A Xiaomi ainda não divulgou detalhes sobre a implantação do equipamento nas linhas de produção nem sobre uma possível comercialização. Por enquanto, o projeto representa uma exploração da empresa sobre o uso de mãos robóticas em processos industriais flexíveis. Em paralelo, a Xiaomi quer transformar fábricas com robôs humanoides em 5 anos .






