Um PlayStation 6 custando próximo de US$ 1.000 pode ser difícil de justificar caso a próxima geração ofereça apenas melhorias técnicas incrementais. A avaliação é de Shawn Layden, ex-chefe da PlayStation, que questionou até onde os consumidores estão dispostos a pagar por avanços cada vez menos perceptíveis entre gerações.

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Em entrevista ao podcast The Expansion Pass, Layden argumentou que recursos como ray tracing, maior poder computacional e números superiores de teraflops podem não representar, para boa parte do público, uma mudança suficientemente significativa para justificar um console nessa faixa de preço.

Evolução entre gerações está menos evidente

Imagem: EuroGamer/ Reprodução

Para explicar seu argumento, Layden comparou a transição do primeiro PlayStation para o PS2 com a passagem das fitas VHS para o DVD.

Naquele período, segundo o executivo, a diferença proporcionada pela nova tecnologia era evidente para o consumidor. Atualmente, os avanços entre gerações são mais difíceis de identificar sem colocar versões lado a lado ou analisar aspectos técnicos.

Isso cria um desafio para fabricantes como a Sony: quanto menor a percepção de evolução, mais difícil pode ser convencer os jogadores a investir novamente em um hardware consideravelmente mais caro.
O comentário acontece em um momento no qual analistas do setor discutem a possibilidade de o PS6 e o próximo Xbox chegarem a preços significativamente superiores aos praticados no início da atual geração.
PS6 pode chegar apenas em 2028 ou 2029
O tempo até a próxima geração também pode ser importante nessa equação. Segundo informações atribuídas ao Embracer Group, a Sony poderia estar considerando lançar seu próximo console apenas em 2028 ou 2029.
Um ciclo maior daria espaço para que novas tecnologias proporcionassem diferenças mais perceptíveis em relação ao PS5, fortalecendo o argumento para a compra de um novo aparelho.
Por enquanto, porém, a Sony não anunciou oficialmente o PS6, sua data de lançamento ou preço. A faixa de US$ 1.000 discutida por Layden é, portanto, uma hipótese sobre o futuro do mercado, e não um preço definido pela fabricante.
Layden também comentou sobre modelos de assinatura, como o Xbox Game Pass, reiterando sua posição de que disponibilizar grandes lançamentos diretamente nesses serviços pode dificultar a recuperação dos altos investimentos necessários para produzir jogos.
Rachele Victoria
Rachele Victoria é formada em Letras, MBA em Inovação e atua há 10 anos com comunicação e conteúdo gamer.
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