Parvaneh Forouhar (língua persa: پروانه فروهر, nascida Eskandari (اسکندری), Teerã(o), 20 de março de 1939 – Teerã(o), 22 de novembro de 1998) foi uma professora, dissidente e ativista iraniana que foi assassinada junto com seu marido Dariush Forouhar durante os assassinatos em série no Irã em 1998.

Biografia Parvaneh Forouhar era esposa de Dariush Forouhar. Quando se casaram, a sua testemunha à revelia foi o Dr. Mohammad Mossadegh, e o clérigo que casou o casal foi o aiatolá Abbas-Ali Amid Zanjani. Ela tornou-se membro do Partido da Nação Iraniana quando era estudante universitária, lançando uma campanha anti-Xá ao lado do marido. Ambos, marido e mulher, eram defensores de um Irã democrático e independente e apoiavam a separação entre Estado e religião. Eles sentiam que a República Islâmica levava a uma concentração de poder e dificultava a reforma política.

Ameaçada por figuras do governo, ela disse a órgãos de proteção de direitos humanos baseados em Nova Iorque: "Estamos vivendo com o medo de sermos mortos. Todas as noites, quando vamos dormir, agradecemos a Deus Todo-Poderoso por Sua bênção de viver mais um dia."

Assassinato Em 22 de novembro de 1998, aos 59 anos e doente, Parvaneh foi esfaqueada 25 vezes e morta no segundo andar de sua casa. Seu marido, Darius Forouhar, também foi assassinado no incidente. Segundo a filha de Parvanah (Parastou), "No momento de sua morte, a minha mãe usava um macacão por cima do camisola de dormir, o que indica que ela não estava esperando ninguém e, como foi morta em frente ao guarda-roupa onde normalmente ficavam documentos familiares, provavelmente ela subiu para ir buscar as escrituras da casa e usá-las para libertar meu pai sob fiança."

Contexto O assassinato de Parvaneh Eskandari Forouhar e Dariush Forouhar foi seguido alguns dias depois pelos assassinatos de Mohammad Mokhtari e Mohammad-Ja'far Pouyandeh, dois escritores iranianos bem conhecidos. A VEVAK posteriormente negou responsabilidade por esses e alegou que funcionários do Ministério agiram por vontade própria. Até 2014, o governo se recusava a permitir que as famílias das vítimas realizassem vigílias ou cerimónias para seus entes queridos

Família O casal deixou uma filha, Parastou Forouhar, e um filho, Arash Forouhar.

Ver também: Execuções de prisioneiros políticos iranianos em 1988 Assassinatos em cadeia no Irã(o)

Referências

Ligações externas

Memorial a Parvaneh Farouhar Entrevista com o filho Arash Forouhar em Iranian.com Carta aberta da organização Human Rights Watch ao Presidente Iraniano Khatami de 25 de novembro de 1998 (em alemão) Página de Parastou Forouhar Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo homónimo da Wikipédia em inglês