A Operação Conjunta Arvand (em persa: عملیات مشترک اروند, mais conhecida pela sua sigla em persa AMA, عما) foi uma operação de demonstração de força orquestrada em abril de 1969 pelas Forças Armadas Imperiais Iranianas, na sequência da reivindicação iraquiana do direito de soberania sobre o Shatt al-Arab/Arvand Rud e da ameaça de bloquear a passagem de embarcações, a menos que hasteassem a bandeira iraquiana. Ciente da posição delicada do Iraque na época — 60.000 soldados iraquianos já estavam mobilizados no Curdistão iraquiano e três brigadas iraquianas estavam estacionadas na Jordânia —, por ordem do Xá Mohammad Reza Pahlavi, o navio mercante iraniano Ebn-e-Sina (Avicena), uma embarcação de 1.176 toneladas transportando uma carga de vigas de aço e ostentando a bandeira iraniana, foi escoltado em 22 de abril de 1969 por navios de guerra iranianos fortemente armados e aviões de combate. O navio prosseguiu sem arriar a bandeira iraniana pelo rio até o Golfo Pérsico, completando uma viagem de 130 quilômetros em aproximadamente seis horas. Apesar de suas promessas anteriores, as forças iraquianas não tentaram intervir. Ambos os países reforçaram suas forças terrestres ao longo das margens do rio, posicionando artilharia, tanques e armas antiaéreas. Tropas iranianas foram posicionadas nas proximidades de Khorramshahr e Abadan, enquanto o Iraque colocou suas forças em Basra em alerta. O cargueiro iraniano Arya Far passou pelo rio escoltado por quatro canhoneiras três dias depois, sem qualquer perturbação. Embora o Iraque tenha colocado seu exército em alerta máximo na vizinha Basra, não conseguiu ameaçar a embarcação iraniana. O posicionamento de tanques pesados, aeronaves e artilharia pelo Irã impediu a liderança do Partido Baath de obstruir a hidrovia, representando um revés significativo para Bagdá. Embora Bagdá tenha relatado o problema ao Conselho de Segurança da ONU, a Crise de Arvand Rud representou um triunfo significativo para o Irã. O Iraque adotou medidas retaliatórias maltratando e expulsando residentes iranianos dentro de suas fronteiras; expulsou milhares de residentes e peregrinos iranianos de seu território. O Iraque também proibiu a importação de mercadorias iranianas, afirmando que era para "apoiar os objetivos da nação árabe". Além disso, começou a apoiar movimentos separatistas no Khuzistão e no Baluchistão.

Nota Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Joint Operation Arvand».

Referências