Nigel Bennett (Ashbourne, 18 de agosto de 1940) é um engenheiro britânico aposentado que teve uma longa carreira projetando carros de Fórmula 1 e Indy. Ele começou sua carreira na década de 1970 como engenheiro de pneus da Firestone na Fórmula 1 e trabalhou nas equipes Lotus, Ensign e Theodore antes de se dedicar aos carros de Indy com a Lola. Depois de produzir alguns carros de sucesso para a Lola na Indy, Bennett foi contratado por Roger Penske e, no final dos anos 1980 e 1990, projetou uma série de carros bem-sucedidos da Penske na Indy.
Carreira Natural de Derby, berço da Rolls Royce Motor Cars, Bennett iniciou sua trajetória no automobilismo como engenheiro na divisão europeia da Firestone, em 1968, trabalhando principalmente com a equipe Lotus. A fabricante estadunidense de pneus abandonou as corridas de Fórmula 1 ao final da temporada de 1974, e Bennett passou um curto período na Hesketh antes de ingressar na equipe Lotus em 1975. Ele foi o engenheiro-chefe de corridas da equipe até 1979, quando, juntamente com Ralph Bellamy, foi convidado por Mo Nunn, da equipe Ensign, para projetar um carro para equipe de Fórmula 1 dele. A Ensign havia conseguido patrocínio da Unipart e contrataria Clay Regazzoni como piloto. O Ensign N180 era bastante competitivo, mas Regazzoni sofreu um acidente em Long Beach e teve graves lesões nas costas. Bennett permaneceu na equipe até sua fusão com a Theodore no final de 1982. Com Bennett projetando o último carro de Fórmula 1 da Theodore, mas a equipe encerrou suas atividades no final de 1983. Ele projetou um carro de Indy para a Theodore, mas esse projeto teve curta duração e, em outubro de 1983, ele se juntou à Lola Cars como projetista de carros de Indy. Seus projetos para o T800 e o T900 foram bem-sucedidos, com Mario Andretti, Danny Sullivan e Al Unser Jr. conquistando vitórias com esses carros, com títulos para Andretti em 1984 e Unser em 1985. Em meados de 1987, Bennett deixou a Lola e, mudou-se para os Estados Unidos com o objetivo de montar sua própria equipe na CART, mas acabou sendo contratado pela Penske Racing para projetar um carro para 1988. O resultado foi o Penske-Chevrolet PC17, com o qual Rick Mears venceu as 500 Milhas de Indianápolis de 1988 e Danny Sullivan deu à Penske o título da CART. Seguiram-se mais sucessos com o PC18, com o qual Emerson Fittipaldi venceu as 500 Milhas de Indianápolis e conquistou o título. No total, a Penske de Bennett conquistaria 53 vitórias e cinco títulos da CART.A falta de sucesso no final da década de 1990 levou Bennett a assumir uma função de consultor e, no início de 1999, ele deixou a equipe e ingressou na G Force Precision Engineering como consultor técnico, trabalhando no programa G Force Indy Racing League. Após se aposentar, ele voltou ao Reino Unido, atua como consultor, residindo em Dorset e também projetou iates. Ele também se manteve ligado ao mundo das corridas, prestando consultoria técnica para a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
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