Belo Horizonte – Uma corrida de aplicativo terminou em uma fuga desesperada de mãe e filha na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo o relato de uma das vítimas, as duas estavam em um carro chamado pela plataforma quando o motorista parou durante o trajeto e alegou que havia um problema no porta-malas.O caso ocorreu nas proximidades da avenida Raja Gabaglia, perto da BR-356. A jovem, que preferiu não ter a identidade divulgada, contou que as duas conferiram os dois últimos números da placa antes de entrar no veículo, mas posteriormente descobriram que a identificação não correspondia integralmente à informada no aplicativo. Leia também Minas GeraisHomem morre após ser atropelado por empilhadeira em Santa Luzia (MG) Minas GeraisMulher ganha indenização após cobrar salário atrasado e ser ameaçada em MG Segundo ela, o motorista usava boné e estava escuro no momento do embarque, o que dificultou a confirmação de que se tratava do mesmo homem que aparecia na fotografia da plataforma. As passageiras ainda perguntaram se ele era o motorista indicado no aplicativo, e ele confirmou. No entanto, de acordo com a vítima, o homem não perguntou os nomes delas.A situação mudou durante o trajeto. O motorista teria parado o carro e informado que havia um problema no porta-malas. Ele deixou uma das portas do veículo aberta, o que deixou mãe e filha em alerta.Quando olharam para a parte traseira do automóvel, as duas teriam visto o porta-malas sendo aberto e um segundo homem saindo de dentro dele. Assustadas, elas deixaram o veículo e correram pela avenida Raja Gabaglia, nas proximidades da BR-356, em busca de socorro.Ainda segundo o relato, mãe e filha precisaram solicitar outro carro por aplicativo para conseguir voltar para casa após deixarem o veículo.Outro caso tem características semelhantesO episódio apresenta semelhanças com outro caso registrado recentemente em Belo Horizonte. Na ocorrência anterior, uma mulher contou que entrou em um carro acreditando ser o veículo solicitado pela plataforma.Segundo o relato, o motorista a chamou pelo nome. Como havia muitas pessoas e veículos no local, ela não desconfiou que poderia estar entrando em um automóvel diferente daquele que havia pedido.Durante o trajeto, o caminho teria sido alterado e um segundo homem teria saído do porta-malas. A vítima afirmou que permaneceu cerca de uma hora e 20 minutos dentro do veículo sob ameaças.De acordo com o relato, os suspeitos pegaram o celular da mulher e acessaram as contas bancárias dela. Depois, ela teria sido abandonada em uma rodovia e precisou caminhar até um posto de gasolina para pedir ajuda.Uber diz que casos estão ligados à mesma contaA Uber informou que os dois casos registrados em Belo Horizonte estão vinculados à mesma conta de motorista. A empresa afirmou que está colaborando com as investigações e que ofereceu às vítimas um canal de suporte psicológico.“A plataforma ressalta que mantém um contrato com o Serpro, empresa de TI do governo federal, para confirmar as informações cadastrais dos motoristas parceiros e de seus veículos. Todos os parceiros cadastrados também passam por uma checagem periódica de apontamentos criminais, desde a primeira viagem”, diz a nota.E segue: “A empresa também implementa algoritmos de reconhecimento facial e, ao criar a conta, verifica se a foto de perfil coletada do motorista parceiro é verídica, tirada ao vivo e se não corresponde a um perfil ativo ou previamente desativado. Além disso, o aplicativo solicita, aleatoriamente, que os motoristas parceiros tirem uma selfie antes de aceitar uma viagem ou de ficar online, para verificar se a pessoa que está usando o aplicativo corresponde àquela da conta que temos no arquivo”.A Uber diz ainda que, antes de embarcar, os usuários devem conferir se as informações exibidas no aplicativo correspondem ao veículo e ao motorista que chegou ao local de partida. “É importante verificar a placa e o modelo do veículo, além do nome e da foto do motorista”, finaliza.A Polícia Civil de Minas Gerais também informou que apura as ocorrências.






