Belo Horizonte – O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Lucas Vieira Lopes (PSB), declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Prefeito de Iguatama, no Centro-Oeste de Minas, e integrante da equipe de transição do governo de Cleitinho Azevedo (Republicanos), ele anunciou a decisão em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (22/10).Na gravação, Lucas critica o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa, e afirma que pesquisou a trajetória dos dois candidatos antes de decidir o voto. O prefeito diz defender responsabilidade fiscal, livre mercado, segurança pública e fortalecimento do agronegócio.“Por coerência, por Minas Gerais, por Iguatama e pelo povo brasileiro que mais precisa, o meu voto neste momento é no Lula”, declarou. Ele disse que se posicionaria apesar de pedidos para que não se metesse, por não ter nada a ganhar e muito a perder. “Não sou homem de ficar em cima do muro”, afirmou. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Lucas Vieira Lopes (@lucasvieira_lopes)Prefeito critica polarizaçãoLucas afirmou que chegou a considerar votar em Flávio Bolsonaro, mas mudou de ideia após analisar informações sobre os dois candidatos. No vídeo, ele menciona denúncias envolvendo o senador, incluindo questões relacionadas ao Banco Master e a movimentações financeiras que, segundo ele, merecem atenção.Ao justificar o voto em Lula, o prefeito citou iniciativas nas áreas social e educacional, como o programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes do ensino médio, além do debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1.O presidente da AMM também reconheceu denúncias envolvendo o PT, como os casos do Mensalão e da Lava Jato, mas afirmou considerar os resultados da gestão petista na comparação entre os candidatos.Integrante da transição de CleitinhoApesar de declarar apoio a Lula, Lucas afirmou que continuará cobrando o governo federal e que mantém críticas à administração petista. Segundo ele, a escolha eleitoral não significa abrir mão de suas posições políticas.“Ser de direita não significa ser refém de sobrenome ou apoiar projetos familiares de poder”, afirmou.O prefeito também defendeu que os eleitores decidam o voto com base na comparação entre propostas, trajetórias e capacidade de governar, em vez de agir por ódio ou polarização.








