Dois meses após a morte da pedagoga Bruna Sucupira de Barros, de 33 anos, a mãe dela, Berenice Pereira Sucupira, de 67, ainda busca respostas sobre o que aconteceu com a filha em Belo Horizonte. Segundo Berenice, a família ainda aguarda esclarecimentos sobre as circunstâncias. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso permanece sob investigação (nota completa abaixo).Bruna foi encontrada no dia 22 de julho agonizando no apartamento onde morava, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha. Conforme relato da mãe, ela estava viajando e tentou entrar em contato diversas vezes com a filha, mas não conseguiu. Um primo teria encontrado Bruna no imóvel e buscado ajuda. A pedagoga foi levada para a UPA Pampulha, onde não resistiu.De acordo com Berenice, a filha enfrentava problemas de saúde e fazia acompanhamento psicológico e psiquiátrico. A mãe, porém, afirma não acreditar que Bruna tenha provocado a própria morte e passou a levantar a hipótese de que a filha possa ter sido dopada.A suspeita ganhou força para Berenice depois que ela teve acesso ao celular da pedagoga. Segundo a mãe, entre as mensagens havia uma conversa de Bruna com o namorado, na qual a jovem teria questionado por que ele havia dado a ela um copo contendo um remédio sem seu conhecimento.Ainda conforme o relato da família, após consumir medicamentos, Bruna passou mal e sofreu três paradas cardíacas antes de morrer. As circunstâncias do consumo das substâncias e a eventual participação de terceiros ainda são investigadas.Berenice afirma que a filha mantinha um relacionamento conturbado com o namorado. Segundo a mãe, Bruna chegou a solicitar uma medida protetiva contra o ele em dezembro de 2025. A medida teria sido retirada, a pedido da própria pedagoga, em maio deste ano, depois que os dois retomaram o relacionamento.A existência anterior da medida protetiva e as mensagens encontradas no celular fizeram Berenice considerar a possibilidade de feminicídio. Até o momento, no entanto, a Polícia Civil não informou ter concluído que Bruna tenha sido assassinada nem apontou qualquer pessoa como responsável pela morte.Na tentativa de entender o que ocorreu nas horas anteriores à morte da filha, Berenice também solicitou ao prédio onde Bruna morava imagens das câmeras de segurança. A intenção, segundo ela, é descobrir quem esteve no imóvel e reunir elementos que possam ajudar a esclarecer se a pedagoga ingeriu os medicamentos por conta própria ou se houve participação de outra pessoa.A mãe também afirma que alguns pertences da filha não foram localizados após a morte, entre eles uma bomba de infusão de insulina, avaliada em cerca de R$ 20 mil e fornecida pelo Estado, além de joias, malas de viagem e outros objetos pessoais.Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o inquérito continua em andamento e que as diligências ainda estão sendo realizadas. Segundo a corporação, alguns laudos já foram concluídos e testemunhas foram ouvidas, incluindo a mãe de Bruna.“As equipes permanecem empenhadas, adotando todas as medidas legais cabíveis para elucidar a materialidade dos fatos e as respectivas circunstâncias”, informou a PCMG.A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o inquérito encontra-se em andamento. As diligências continuam sendo realizadas, e alguns laudos já foram concluídos. As testemunhas, inclusive a mãe da envolvida, já foram ouvidas. As equipes permanecem empenhadas, adotando todas as medidas legais cabíveis para elucidar a materialidade dos fatos e as respectivas circunstâncias.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp











