Manoela Alcântara

Após arquivamento de investigação, jornalista que vive na Espanha disse que prepara retorno, mas condicionou a volta à vitória de Flávio

Pablo Giovanni
06/10/2026 17:54
Hugo Barreto/Metrópoles
Após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivar uma investigação contra Oswaldo Eustáquio por suspeitas de obstrução de investigações e incitação, o jornalista pretende voltar ao Brasil.
À coluna, Oswaldo afirmou que planeja retornar ao país por entender que, com o arquivamento da investigação contra ele, o mandado de prisão expedido pelo ministro foi revogado.
Apesar disso, o jornalista disse que a volta só ocorrerá se Flávio Bolsonaro (PL) for eleito presidente. O filho do ex-presidente está no segundo turno contra Lula, após receber mais votos que o petista no primeiro turno.
“Estou preparando minha volta, mas estou fazendo isso com muita segurança política. Mas devo fazer isso após a posse do Flávio Bolsonaro”, afirmou Oswaldo.
Oswaldo está na Espanha desde 2023. Além dele, Moraes arquivou a investigação da Polícia Federal (PF) contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), Allan dos Santos e Ednardo D’Ávila Mello Raposo.
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Os quatro haviam sido indiciados pela PF em agosto de 2025. Os investigadores apuraram uma campanha de exposição e intimidação virtual contra integrantes da PF e do Supremo envolvidos em investigações que tramitavam na Corte.
Investigação
Em decisão sigilosa proferida em 4 de setembro, Moraes acolheu um pedido de arquivamento apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para o órgão, as provas reunidas não eram suficientes para responsabilizar os investigados pelos crimes apontados pela PF.
“Assim, tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal não cabe ação privada subsidiária, ou a título originário (CPP, art. 29; CF, art. 5º, LIX), sendo essa manifestação irretratável, salvo no surgimento de novas provas. Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, escreveu o ministro.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, a investigação analisou postagens em redes sociais, registros telefônicos, conversas privadas, dados fiscais e financeiros e depoimentos.
O material apontou, segundo a Procuradoria, uma intenção de Allan, Oswaldo e Marcos do Val de atacar a reputação de agentes ligados às investigações conduzidas no STF.

