Candidato já havia confirmado que não compareceria ao debate promovido pela emissora; durante a live, Flávio colocou um púlpito com nome de

1 out 2026 - 21h36

(atualizado em 2/10/2026 às 00h25)

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- Por: Vanessa Ortiz

Flávio Bolsonaro exibe púlpito vazio de Lula em live após decisão do TSE:

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou de 'censura' as decisões judiciais que culminaram no cancelamento do debate da TV Globo marcado para ocorrer na noite desta quinta-feira, 1º. A justificativa da emissora para não realizar o programa com os presidenciáveis é de que houve "interferência indevida na liberdade" pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Em live improvisada em seu canal no Youtube, Flávio começou o pronunciamento dizendo que estava pronto para ir ao debate, mas desistiu, devido às decisões judiciais. O candidato chamou o presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 'ex-futuro presidente', e criticou a ausência do púpito dele no programa previsto para ir ao ar às 21h30.

"A censura, no seu mais alto grau, transparente e sem vergonha que vocês já viram nos últimos tempos", afirmou. O presidenciável também alegou que as decisões são claras 'interferências judiciais" e que teriam sido determinadas por "aliados do Lula".

Após Globo cancelar debate, Flávio Bolsonaro chama decisões judiciais de 'censura'

Foto:

"O Lula não só não vai no debate, como ele usa os seus amigos nos judiários para impor a censura ao debate da Rede Globo. É muito triste, revoltante o que está acontecendo", declarou. Durante a live, ele ainda pediu votos: “Todos podem perceber que há um desespero na campanha de Lula. O povo vai dar as respostas no domingo, dê seu voto de intimidação.”

Em outro momento do pronunciamento, Flávio chamou Lula de 'pai do Tigrinho', em alusão à regulamentação das Bets no Brasil, feitas durante o governo do petista, mas proibidas há uma semana.

Ainda em tom de campanha, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que vai promover um 'tesouraço', caso seja eleito. Exibindo uma tesoura gigante, nas cores da bandeira brasileira, explicou que se trata de uma medida para ajudar empreendedores. "É tudo um bando de portaria, decreto, instrução normativa, um bando que coisa que não presta, que é só para criar burocracia e atrapalhar quem quer empreender."

Flávio Bolsonaro cita ‘censura’ após cancelamento de debate na Globo e não menciona desistência em live:

Candidato trouxe aliados para endossar 'censura'

Flávio alegou ainda que o estado do Rio de Janeiro está sofrendo "interferência" e trouxe o candidato Douglas Ruas (PL), apoiado por ele, para falar. Enquanto o deputado federal exibia sua opinião sobre Lula não querer comparecer ao debate, o senador chamou o presidente de "covarde". "Eu quero debater com você Lula, você só não foi ao debate, fugiu, como usou seus amigos do judiciário para impor a censura".

Nesse momento, Ruas afirmou que entrou com 18 ações na Justiça Eleitoral contra "mentiras" ditas por seu oponente, Eduardo Paes (PSD), dizendo que ele "desrespeita e desafia a Justiça e mantém as postagens dele inverídicas".

Carlos Jordy, candidato ao Senado pelo PL no Rio, também endossou a fala dos colegas, ao declarar que o atual governo vai "consolidar a ditadura do Judiciário" no Brasil, e mencionou "ataques à imprensa", citando a decisão de Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a busca e apreensão contra um ex-secretário do governo do Maranhão apontado como fonte de informações de um blogueiro que publicou textos sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino.

Durante a live, a equipe de Flávio colocou um púlpito com o nome de Lula. "É isso aí que você censurou, Lula. Isso que ia ter no debate que você mandou tirar", disse o candidato.

Flávio Bolsonaro anuncia que não vai a debate da Globo, e Gilmar libera participação de Renan Santos:
Enquanto fazia rodízios entre os seus aliados, o candidato disse que está colocando sua "vida em risco por esse País", citando a prisão do pai, condenado a mais de 27 anos de detenção por tentativa de golpe de Estado, e o autoxilío do irmão, - ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Entre os participantes, também estavam Nikolas Ferreira (PL), candidato à reeleição para deputado estadual, que declarou em uma chamada de vídeo que Flávio já estaria eleito, devido ao cancelamento do debate. "Eu estou feliz demais. [...] Não era eles que estavam falando que queriam diálogo, que o amor venceu?".
Em outro momento, Nikolas voltou à live, e disse que a oposição estava em "desespero". "O Lula convocou os artistas da Globo para fazer campanha para ele, aumentou o Bolsa Família, e depois prometeu caneta emagrecedora. Ou seja, a picanha não chegou, agora ele quer tirar a vontade de comer a picanha", afirmou rindo. E emendou: "Eu falo que se o diabo é o pai da mentira, o Lula é o avô".
Já Pablo Marçal, quando teve a palavra, chamou Flávio de presidente e disse que o Brasil sofre com "instabilidade Jurídica". O empresário defendeu uma reforma no Judiciário. "O Brasil é um carro de corrida com quatro pneus furados e o nosso treinador é o Flávio Bolsonaro".
Marçal compara Brasil a 'carro de corrida com quatro pneus furados' e chama Flávio de 'técnico':
Na sequência, foi a vez de Deltan Dallagnol (NOVO), candidato ao Senado pelo Paraná. O ex-procurador da República entrou no ao vivo, declarando ser "perseguido" há anos e que o governo atual quer o "monopólio da mentira".
O candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP), teve a sua vez de se manifestar sobre a situação. Segundo ele, Flávio vai "resgatar o País" se for eleito, chamou Lula de "ladrão" e fez apelo às mulheres para votarem no filho de Bolsonaro.
Enquanto uns 'comemoraram' as decisões e o cancelamento do debate, o ex-juiz federal Sergio Moro (PL), candidato ao Senado pelo Paraná, afirmou estar triste com a "interferência indevida do Judiciário". "Como é que a ministra do TSE pode entender 'ah, não pode ter a cadeira vazia'? De onde que tirou essa ideia? Essa é uma regra que a própria equipe do Lula havia concordado", ponderou.
Já ao final da live, Eduardo Bolsonaro foi chamado e criticou a participação de Lula no Flow, de dentro do Palácio do Planalto. "É um escárnio com a sociedade", declarou. Em seguida, ele citou apoio de chefes de Estado de outros países, como Argentina e Israel.
"Aqui de fora, está todo mundo prestando atenção, no mundo inteiro. [...] Eu nunca vi uma campanha internacional aonde um candidato, que nunca foi presidente, já foi recebido por tantos chefes de Estado".
A maioria dos apoiadores bateu na tecla de que a eleição deve ser definida no primeiro turno.
Flávio chama Lula de 'fujão' e diz que petista será 'expulso' da Presidência:
Entenda o motivo do cancelamento
O anúncio da TV Globo aconteceu faltando menos de uma hora para o início do tradicional debate, que estava marcado para 21h30. Esse seria o último debate realizado com os presidenciáveis antes do primeiro turno das eleições gerais, que acontece no domingo, dia 4.
A emissora diz ter recebido, na noite desta quinta-feira, duas intimações judiciais relacionadas à realização do evento e que isso motivou o cancelamento do debate por decisão interna:
- A primeira foi assinada pela ministra Estela Aranha, do TSE, atendendo um pedido da coligação da candidatura de Lula (PT) que torna inválido o item das regras do debate sobre candidatos ausentes. No caso, foi proibido que o púlpito vazio de Lula, que não iria comparecer ao debate, fosse mantido no cenário com uma placa que o identificasse.
- A segunda intimação foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, atendendo um pedido do partido Solidariedade, com relação à participação de Renan Santos (Missão) na transmissão. Pelas regras do TSE, devem ser convidados para debate obrigatoriamente apenas os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Na decisão, a participação de Renan foi assegurada -- mesmo com seu partido tendo apenas um parlamentar representado no Congresso.
Em nota, a Globo afirmou ter longa tradição na organização de debates eleitorais, que seu propósito é "promover a discussão de ideias para o Brasil" e que seu dever é "promover a democracia".
"Mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais. Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite", definiu a emissora.
No debate, participariam Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e, considerando a decisão do STF, Renan Santos (Missão). Lula, que já tinha informado que não iria, é entrevistado no Flow, no YouTube.
**Texto em atualização
Globo cita ‘insegurança jurídica’, ‘interferência indevida’ e cancela debate com presidenciáveis:
Fonte: Portal Terra
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