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O governo dos Estados Unidos criticou o Canadá, a China e o México por falharem no combate às drogas, em documento enviado ao Congresso norte-americano ontem e publicado nesta quarta-feira, 16. Na avaliação, a gestão Trump também afirmou que o Brasil tem falhado no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

O documento lista países ligados ao trânsito ou à produção de drogas ilícitas no ano fiscal de 2027. Segundo a Casa Branca, o Canadá e o México devem “fazer muito mais para impedir o fluxo de drogas letais” para os Estados Unidos.

Presidente dos EUA, Donald Trump, chega para discursar durante a Convenção Nacional Republicana para as Eleições Intermediárias no American Airlines Center, em Dallas, Texas, em 9 de setembro de 2026. Foto: Kent Nishimura/AFP

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“O fentanil continua sendo produzido ilegalmente em laboratórios clandestinos canadenses, e precursores químicos e drogas sintéticas continuam entrando nos Estados Unidos através do Canadá”, afirma o documento.

A gestão do republicano afirma que o país vizinho precisa “medidas significativas para desmantelar laboratórios de drogas, fortalecer a segurança da cadeia de abastecimento e enfraquecer as redes criminosas e as gangues chinesas que operam” ao longo da fronteira.

Apesar das críticas, a avaliação reconheceu o governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum por “apreender maiores volumes de drogas, desmantelar laboratórios clandestinos e mobilizar recursos adicionais das forças de segurança e militares para nossa fronteira comum”.

Ainda assim, o documento destacou que o governo mexicano deve “tomar medidas adicionais contra as organizações narcoterroristas que dominam vastas áreas de seu território e continuam a ameaçar o povo americano”.

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A avaliação encaminhada ao Congresso ainda menciona a China ao afirmar que a ameaça das drogas se estende além das fronteiras do país norte-americano. Segundo o documento, o país oriental é “a maior produtora mundial de muitos dos precursores químicos utilizados na produção ilícita de fentanin, metanfetamina e outras drogas sintéticas letais”.
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No documento, o presidente Donald Trump afirma que abordou o assunto com seu homólogo chinês Xi Jinping, que implementou requisitos para que empresas chinesas obtenham licenças antes de exportar precursores químicos para a América do Norte.
“No entanto, os criminosos continuam encontrando maneiras de contornar esses controles por meio do uso de precursores químicos não regulamentados”, afirmou.
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“A República Popular da China precisa adotar medidas mais enérgicas para reduzir efetivamente o fluxo dessas substâncias, incluindo na lista de substâncias controladas os precursores químicos e outras substâncias solicitados pelos Estados Unidos”, acrescentou.
O documento, porém, não detalha quais ações específicas os EUA esperam das autoridades dos governos citados, incluindo o Brasil, que foi criticado por falhar “em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas PCC e CV, que transformaram o Brasil em um hub para os fluxos globais de cocaína”.
A avaliação ainda destacou Afeganistão, Bolívia, Myanmar e Colômbia como países que, nos últimos 12 meses, não fizeram esforços suficientes de combate às drogas.
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